Descubra o Erro na Música #10 – Quando tenta me convencer

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As músicas da roqueira baiana são sucesso absoluto e essa, em especial, uma ótima forma de entender um pouco mais sobre regência verbal

Por: | 2017-12-18T11:36:12+00:00 02 de março de 2017|Erro na música|

Quando tenta me convencer“E que quase me mata de rir/ Quando tenta me convencer/ Que eu só fiquei aqui”

E aí? Reconhece esse trechinho? Se você pensou em Equalize, da Pitty, pensou certíssimo! As músicas da roqueira baiana são sucesso absoluto e essa, em especial, uma ótima forma de entender um pouco mais sobre regência verbal.

OOOps, Licença Poética!

Isso mesmo, temos aqui mais um exemplo de licença poética. Nem preciso é relembrar que os errinhos de escrita dos versos de músicas são permitidos pelo bem da canção, não é mesmo?! Isso já está mais que aprendido: licença poética é direito adquirido dos compositores!

Nessa música, em particular, temos um desvio da norma culta presente no trecho: “Quando tenta me convencer/ Que eu só fiquei aqui”. Já sabe qual é? Se o chute foi sobre um problema de regência do verbo convencer, pode comemorar o gol. É isso mesmo!

O verbo “convencer” é transitivo indireto, portanto necessita de um objeto indireto, ou seja, um complemento que se liga a ele por meio de preposição. Sendo assim, para que a regência do verbo esteja correta, a escrita deveria ser da seguinte forma: “Quando tenta me convencer/ De que eu só fiquei aqui”

Viu só? Quem convence alguém, convence alguém de alguma coisa. A presença da preposição “de” é essencial! E agora, convencido? Então aproveita para ouvir mais sucessos da Pitty e prestar atenção para encontrar mais casos de licença poética.

Para você que adora música, como eu, aproveita e veja outros erros cometidos nas músicas sob a chancela da Licença Poética. Clique aqui!

Colaborou: Luana Magalhães, graduanda em Letras

 

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